2

À procura da felicidade

felicidade bens

Um dia desses, assisti ao filme estrelado pelo ator Will Smith e seu filho Jaden Smith, no qual representam a vida de um pai e de um filho que lutam contra as intempéries da vida, sofrendo dificuldades materiais e morais. O título do filme, aqui no Brasil, é “À procura da felicidade”.

No final do longa metragem, os personagens Chris Gardner e Christopher conseguem atingir um êxito material, em conseqüência de suas batalhas, tendo o filme um final, de certa forma, feliz.

Todos nós indiscutivelmente estamos à procura de nossa felicidade. A sensação de plenitude, de completude, é o nosso maior objetivo. Por isso, trabalhamos para angariar recursos que nos tragam certo conforto; nosso modo afetivo é sempre trabalhado intensamente, seja na família, na escola, na faculdade ou no trabalho. Praticamos esportes, freqüentamos festas e ambientes de descontração (até em excesso), sempre com o intuito de que essas atividades nos aproximem da felicidade.

Mas, será que podemos atingir a felicidade completa ainda aqui na Terra? Ou melhor, conhecemos a felicidade que tanto procuramos?

O livro dos espíritos traz a seguinte questão: Pode o homem gozar de completa felicidade na Terra? Resposta dos Benfeitores: “Não, por isso que a vida lhe foi dada como prova ou expiação. Dele, porém, depende a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra.”

De acordo com o colhido na resposta acima, ainda não sabemos realmente o que significar “ser feliz”, pois não poderemos, de forma completa, alcançar esse estado aqui na Terra.

A felicidade é sempre relativizada como sendo uma sensação de bem estar, de prazer, de relaxamento, na qual inexistem todos os problemas que vem das atividades terrestres. Para muitos, ser feliz é ter tudo o que a vida material nos proporciona e não ter nenhum problema condizente a este modo de viver. Resumindo, é ter saúde, dinheiro, excessivo conforto material, freqüentar academia, ter um tablet ou um Iphone, assistir ao jogo do time favorito ou sair para a festa com os amigos do peito.

Mas, olhamos para a nossa sociedade e uma coisa nos falta nesse quebra-cabeça existencial. Será que as pessoas quando conseguem bens e atividades desta matéria, como os exemplificados acima, estão plenamente felizes? Quando conseguimos comprar àquele carro, ou àquela roupa, com o passar do tempo, nos sentimos plenos, a ponto de essa sensação nos trazer paz duradoura e efetiva?

Pra mim a resposta é não. Nós podemos sentir na pele que ninguém pode ter tudo o que quer, e quando o tem ainda lhe falta algo no íntimo.

Então, será que os meios propalados na sociedade como sendo modelos para a felicidade estão fazendo “propaganda enganosa”? Não irei encontrar o sentimento mais latente e feliz seguindo os ritmos da moda, ampliada e divulgada pela mídia?

 

Podemos ver na questão 921 do Livro dos Espíritos o seguinte: Concebe-se que o homem será feliz na Terra, quando a Humanidade estiver transformada. Mas, enquanto isso se não verifica, poderá conseguir uma felicidade relativa? Resposta: “O homem é quase sempre o obreiro da sua própria infelicidade. Praticando a lei de Deus, a muitos males se forrará e proporcionará a si mesmo felicidade tão grande quanto o comporte a sua existência grosseira.”

Nós somos os construtores de nossa vida, afinal temos o livre arbítrio para decidir e escolher os caminhos que vamos trilhar. Algumas vezes entramos em caminhos corretos. Outras, nas estradas torturadas e cheias de espinhos, mas sempre contando com a nossa liberdade de decidir que nos é peculiar.

Por isso, somos, quase sempre, obreiros de nossa infelicidade. Mas também poderemos construir o máximo de paz e felicidade que a nossa existência terrestre pode oferecer, praticando e entendendo as Leis que regem o universo, mais conhecidas como: Leis de Deus.

Mais à frente do LE (livro dos espíritos) vemos: 922. A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. (…). Haverá, contudo, alguma soma de felicidade comum a todos os homens? Resposta: “Com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranqüila e a fé no futuro.”

Na vida material, dizem os Espíritos Superiores, a posse do necessário é o ingrediente para chegarmos perto de um sentimento feliz. Num mundo onde a maioria das pessoas não tem com o que se alimentar, deveríamos procurar e angariar apenas os recursos necessários para a nossa sobrevivência e conforto, e pensar um pouco mais nos infortunados do nosso caminho.

Poderemos entender também essa expressão como nos convidando ao equilibro de nossas ações. A posse do necessário pode ser ligada a outras posses que temos em demasia e que nos prejudicam. A posse do álcool, do cigarro, da comida, da vaidade, do egoísmo, do sexo desequilibrado, etc. Se caçarmos em nossa memória, e deixarmos de lado um pouco o nosso orgulho, veremos que a grande parte de nossas mazelas são causadas pela posse (ou busca por ela) do desnecessário, em todos os sentidos.

Na vida moral, a consciência tranqüila aparece como condição para uma vivência feliz. Então, se queremos qualidade de vida não precisamos procurar academias de forma desequilibrada ou cirurgiões plásticos em excesso. Primeiro deveríamos procurar um local que muitos relegam ao esquecimento e nunca o freqüentam: o mundo interior.

Deveríamos nos conhecer antes, para assim sermos pretendentes da verdadeira felicidade, que é eterna. Ora, se procuramos um sentimento sublime e real de plenitude de forma permanente, porque damos tanta atenção ao que é temporário?

O nosso Mestre da Galiléia já disse: Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem e onde os ladrões minam e roubam, mas ajuntais tesouros no céu, onde nem a traça, nem a ferrugem e nem os ladrões podem roubar, porque onde estiver o vosso tesouro ali estará o vosso coração. (Mt 6:19).

Andarmos de mãos dadas com a nossa consciência é participar do processo de reencontro com o nosso ser, iniciando nossa caminha rumo ao altar glorioso de nossa paz.

Do mesmo modo, a fé no futuro, baseada na certeza de que a Providência Divina nos cerca e nos envolve em mantos de luz, nos proporciona desde hoje uma tranqüilidade para enfrentarmos as nossas dificuldades.

Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado. Mt, 6;34), já disse o nosso Dirigente Maior.

Na procura por nossa felicidade, temos a oportunidade de refletir sobre as nossas atitudes, e pensar se precisamos mudar o entendimento com relação àquelas situações de nossa vida que nos trazem prazeres temporários, rápidos, sem nada de permanente, como também cambiando pensamentos com relação a outras ocasiões não nos trazem felicidade no momento, mas que são pedras que nos ajudarão a construir o nosso castelo interior, edificado na mais pura paz e tranqüilidade de espírito.

Desse modo, vamos reorganizando a nossa rota em direção à verdadeira felicidade.

Escrito por Helton de Oliveira Santos

 

 

Imagens:

Imagem 01. Por: Deltafrut em http://www.flickr.com/photos/55953988@N00/4265949060/

Consultas em:

O livro dos Espíritos – Allan Kardec (todos os grifos e comentários inseridos no texto das questões são nossos)

 

  1. I like what you guys are up also. Such smart work and reporting! Carry on the superb works guys I’ve incorporated you guys to my blogroll. I think it will improve the value of my site :) .

  2. Helton Oliveira Santos disse:

    We appreciate your compliments. Your site is also very good. I hope we can make a partnership for the dissemination of the doctrine of spirits. Hugs!