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Nossa vida em outro sentido

mediunidade

Como já dissemos em outra postagem (ciência e espiritualidade: uma aliança inevitável), ao começarmos a nossa vida na Terra, pelas portas do berço materno, passamos a iniciar o nosso contato com o mundo material, para aprendermos e nos desenvolvermos como seres humanos.

Isso se dá com a ajuda do que a ciência nomeou de cinco sentidos.

A visão, cujos órgãos motores são os olhos, auxilia o ser humano a aumentar a percepção do mundo à sua volta, endereçando ao cérebro ordens elétricas contendo luz, escuridão e cores.

Com a audição, os humanos podem sentir vibrações do som, que se originam por ondas emitidas, por exemplo, a partir do choque entre duas massas, ou surgidas através das cordas vocais. Através da possibilidade auditiva, a comunicação se faz de maneira direta e prática, por causa da possibilidade de recepção da linguagem, proporcionada pela fala.

Sentir odores é função do olfato. Com esse mecanismo acoplado em nossa individualidade material recebemos estímulos do ambiente ligados ao cheiro, o que nos induz a nos afastar ou não de determinada situação, gerando, dentre outras funções, uma proteção natural, principalmente no que toca aos alimentos.

O paladar também é uma forma de relacionamento nosso com o ambiente no qual vivemos. Por meio da língua, podemos sentir o gosto dos alimentos, que fornecem nutrientes necessários ao funcionamento da nossa máquina material. Esse músculo também participa na formação dos fonemas da fala, permitindo-nos a comunicação e maior interação entre as pessoas.

Por fim, vem o tato. Aqui relacionamos como exemplo o contato físico entre as pessoas, como também a origem da percepção do sentimento de dor que, por meio do sistema nervoso, avisa ao nosso cérebro que algo de errado acontece com o organismo.

Há 155 anos, outro sentido vem sendo estudado e consolidado como integrante do complexo motor e sensível chamado “ser humano”. É o que chamamos de sensibilidade mediúnica, ou mediunidade.

As pessoas geralmente se afastam da possibilidade do novo, que ocasiona a necessidade de mudança, tirando-as da situação de conforto e tranqüilidade aparente. Por isso, quando se fala em mediunidade, grande parte da sociedade ainda tende a não querer adentrar no mérito do que seja essa nova faculdade.

A palavra “médium”, pessoa que tem a faculdade mediúnica, é derivada do latim “medium” que significa meio, intermediário. Assim, a mediunidade é a capacidade psíquica e espiritual que o ser humano tem de se relacionar tanto com o meio material como com o mundo extrafísico, que não responde aos sentidos físicos conhecidos, mas que está intimamente ligado à nossa essência; o chamado mundo espiritual.

O mundo espiritual é formado por uma matéria sutil, básica, primitiva, primária, servindo de atmosfera para todas as suas realizações, que é o fluido universal, e suas modificações. Mas, certamente, o que mais chama atenção nesse mundo, que é estudado diretamente pela doutrina espírita, e indiretamente por outros segmentos espirituais (religiões), são os seus habitantes.

Esses mesmos habitantes, quando se comunicaram com Kardec (vide post “O livro dos espíritos [...]), se autodenominaram “espíritos”, e passaram a direcionar um estudo de como eles faziam para obter tais comunicações.

Com esse estudo, passamos a descobrir que também nós pertencemos a esse mundo, que é inicial e antecedente a tudo.  Allan Kardec se refere a isso ao dizer, no “Livro dos Espíritos” que: Os seres materiais constituem o mundo visível ou corpóreo, e os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, isto é, dos Espíritos. O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo. O mundo corporal é secundário; poderia deixar de existir, ou não ter jamais existido, sem que por isso se alterasse a essência do mundo espírita.

Esses dois mundos são paralelos e se interpenetram exatamente porque todos nós somos espíritos, compostos por elementos do fluido universal, e assim pertencemos também a este mundo espiritual, no entanto temporariamente presos a setor específico da vida eterna, chamado “corpo físico”. É basicamente como um período de internato, no qual saímos de nova vida habitual, para nos dedicar a aprender coisas novas em regime integral.

Assim, a ligação mais direta, para nós do mundo material, entre esses dois universos somos nós, seres pensantes e racionais. Daí vem a conhecida frase que “todos somos médiuns”, e possuímos esse sentido que nos liga à nossa essência divina, pois nos encontramos no meio entre dois mundos conectados.

Então pode se perguntar: Qual a importância disso para a nossa vida e da sociedade?

Todos nós podemos, consciente ou inconscientemente, ter a certeza de que o nosso modo de viver (sentir, pensar e agir) continua, valioso e esplêndido, depois do fim do corpo material e físico. Porque Deus é Eternamente Bom e Justo hoje podemos ter notícias de como funciona o mundo espiritual (ou a vida eterna), e conseqüentemente de como funciona o mecanismo da vida, a ajustar as condutas de todos a caminho da felicidade.

A partir destes fatos, podemos avaliar a responsabilidade de nossas atitudes perante a vida e diante das outras pessoas. Saberemos que as palavras de Jesus “aquilo que semeares, efetivamente colherás” passam a ter mais sentido, pois sempre existiremos e a nossa consciência é eterna. Vislumbramos mais objetividade nos dizeres “na casa do meu Pai existem várias moradas”, “amai ao próximo como a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas” e “fazei ao outro o que você gostaria que ele te fizesse”.

Apesar dessas nossas impressões sobre a sensibilidade mediúnica, orientamos a todos os interessados no assunto a ler e estudar o “Livro dos Médiuns”, que organiza idéias capazes de nos libertar do medo de encontrar a nós mesmos.

Escrito por: Helton de Olivera Santos

 

FOTO:

Por: Sergio Tudela (www.sergiotr.net),

em http://www.flickr.com/photos/ectopsyche/3387868431/in/photostream/

 

Consultas em:

LIVROS: O livro dos Espíritos – Allan Kardec; O livro dos Mediuns – Allan Kardec.

 

SITES:

Wikipédia.org

 

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