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Idéias consoladoras

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Interessante o resultado de uma pesquisa realizada por psicólogos nos Estados Unidos, para analisar o “stress” em organismos que pudessem dar resultados assemelhados aos dos seres humanos. Para isso, usaram ratos de laboratório, separando-os em dois grupos. Um grupo deveria, para conseguir chegar a um único queijo, adentrar num circuito e realizar vários exercícios.  O outro conjunto dos pequenos mamíferos teria que, sem fazer nenhum esforço, chegar a vários queijos dispostos no local onde se encontravam.

Resultado: O grupo do menor esforço e dos vários queijos obteve um nível de “stress” mais alto.

Quando sabemos aonde queremos chegar, nosso corpo e nossa mente direcionam esforços para atingir tal objetivo. Evitamos, assim, de usar energia e vitalidade em excesso, em situações que não nos irão levar a lugar nenhum.

O primeiro grupo de ratos, pelo contexto criado, tinha a certeza de que desejava o queijo, e, como o mesmo estava no final do circuito de exercícios, deduziu que iria tê-lo ao final do empenho.

Os outros ratos, do segundo agrupamento, não tiveram dificuldade para conseguir os vários alimentos de que tanto precisavam. Com isso, receberam a recompensa sem nem ter um caminho a trilhar, e nem mesmo, em suas mentes, inseriram um contexto favorável para valorizar a conquista. Assim, receberam também o prêmio, mas, com certeza, a sensação de entusiasmo e plenitude escapou de suas mãos, ou melhor, de suas patas.

Engraçado como não só o corpo de alguns animais, como também a mente, funciona parecido com os seres humanos.

Em nossa vida como ser humano, buscamos respostas, motivos, explicações que se encaixem na nossa capacidade racional de entender as coisas da existência, na qual estamos inseridos.

Refletimos sobre o porquê de tudo. Não sossegamos se uma situação não nos é esclarecida de modo claro. Porque sofremos? Porque isso aconteceu com aquele homem? Que desastre! Será que Deus é tão injusto a ponto de deixar acontecer isso?

Se caminharmos sem que nossa mente esteja clareada por idéias, conceitos e objetivos, receberemos o nosso “queijo”, mas a felicidade e a paz, tão procuradas, deixarão de reinar em nossa capacidade de pensar.

É por isso que existem pessoas que têm muitos bens desejados por tantas outras e tidos como modelo de felicidade e sublimidade, mas permanecem lotando templos religiosos, consultórios de psicologia e ocupando, demasiadamente, os ouvidos dos amigos e familiares mais íntimos.

Os primeiros ratos do experimento conseguiram ter um objetivo, que proporcionou para eles menos “stress” e mais satisfação. Mas e nós? Procuramos entender a vida e segui-la de acordo com esse entendimento?

A partir de 1857 surgiu um modelo novo ajustado de modo direto e objetivo, para se juntar aos sistemas de entendimento da vida já existentes, e tentar revigorar em nosso íntimo a esperança tão amplamente discutida e praticamente nunca achada, de forma efetiva, pelo nosso ser.

A doutrina espírita, exaltando esperanças e consolações, através de textos e idéias espiritualistas, nos convida a adentrar num mundo desconhecido, que, apesar de ignorado, é a chave para conquistarmos o nosso queijo, entendendo o esforço necessário para tanto, e nos aproximarmos, cada vez mais, da sensação interna de paz, amor e fraternidade tão almejada no mundo todo.

Jesus, o nosso Mestre maior, no tempo em que viveu, trouxe argumentos novos para a vida na Terra, e reatou o laço entre Deus e os homens. Era o Verbo encarnado, porque não havia diferença entre o que falava e o que fazia. “Perdoou nossos pecados” no ponto em que aduziu a necessidade de arrependimento e ação para o refazimento do dano causado.

O Mestre introduziu um novo tempo na história espiritual da humanidade. Mas Ele mesmo disse que não poderia dizer tudo e por isso enviaria um consolador, que relembraria tudo o que Ele disse, e diria muito mais coisas, para, com Ele, continuar difundindo a obra de edificação de si mesmo, no campo íntimo do Reino dos Céus.

As idéias espíritas são um caminho mais racional para chegarmos ao sentimento sublime do amor e da paz. Não é o único. Mas tenta se relacionar de forma efetiva com os demais entendimentos religiosos, sempre com o objetivo de fazer ressurgir o mais belo tempo da humanidade, no qual a luz se fez presente na Terra e o evangelho era vivido na sua maior simplicidade.

Assim, podemos encontrar na força espírita a consolação prometida por Jesus, nos dando objetivo e força para entender o nosso momento de vida, e conseguimos saborear o nosso “queijo”, sentindo no espírito o gosto suave da vitória sobre si mesmo.

Muita Paz!

Escrito por: Helton de Olivera Santos

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